Semana passada encontrei no corredor a vizinha dos fundos, que adora meus cães. Como de costume, perguntou por eles e logo emendou uma novidade: ela e o marido adotaram uma cachorrinha abandonada que apareceu no sítio.
Enquanto descíamos de elevador e caminhávamos até o portão do prédio ela contou que a bichinha surgiu por lá toda esfolada e se assustando com qualquer movimento brusco, de certo apanhou na rua ou onde morava. Agora já está curada física e psicologicamente. O marido está todo bobo, já comprou rações variadas para ver qual a Cacau (nome que a ex-cadela abandonada recebeu) gosta mais, ossinhos, brinquedos e até um edredon. No último final de semana, contou a vizinha, pela primeira vez na vida o marido deu banho em um cão, enquanto a ela registrava o momento em vídeo.
Quando ouvi falar em banho, tocou na cabeça o sininho da neura adquirida no pet shop depois de ver com ouvidos inflamados muitos dogs que tomam banho em casa. Achei melhor informar a vizinha que os ouvidos da peluda devem ser tapados com algodão para não entrar água. Ela agradeceu muito a dica e prometeu repassá-la ao marido. Aproveitando o embalo, perguntou se pode me procurar para tirar dúvidas. Claro que sim!
Nos despedimos já na rua e cada uma tomou uma direção. Enquanto caminhava para o ponto de ônibus fui pensando: animais não vêm com manual de instruções, é difícil para o “dono de primeira viagem” saber o que fazer. Daí surgiu a idéia para este post. Em seguida pensei: mas já existem livros que se propõem a servir de manual de instruções. Então resolvi escrever o relativo animal àqueles guias rápidos que acompanham muitos produtos: “Leia antes de usar”. Nesse caso, “Leia antes de amar”.
P.S.: Já que a idéia é escrever um guia rápido, não faz sentido um post enorme. Como o preâmbulo já ficou grande, resolvi colocar as dicas em outro post. Em breve!

