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Primeiros socorros


Foto: Marianne Perdomo

Na semana passada cheguei em casa e minha filhota caçula Geometria, schnauzer, tinha levado uma unhada da filhota mais velha, Annita, siamesa.

Peguei a Ge no colo e ao olhar para o rostinho dela notei que havia um pedaço de pele solto bem perto do olho. Como o corte era preciso, identifiquei que só poderia ser uma unhada. Não havia sangue e o olho não estava machucado, mas me preocupei porque sei que ferimentos provocados por outros animais são potenciais fontes de infecção.

Pensei em limpar com água oxigenada, mas tinha certeza que entraria no olho devido ao local da laceração. Tentei falar com o vet dos cães, mas já havia encerrado o horário de atendimento. Então liguei para uma amiga veterinária, que me orientou nos primeiros socorros. Na manhã seguinte liguei para o vet, que confirmou que eu estava fazendo tudo certo e só precisaria levá-la na clínica se o corte não estivesse melhorando.

Foi aí que pensei: como socorrer os acidentes mais comuns que acontecem com os peludos? Pesquisando na net, encontrei no site do RENAD – Registro Nacional de Animais Domésticos, um texto escrito pela médica veterinária Patrícia Checchi. Citarei aqui alguns casos. Para ler na íntegra clique no link.

1 – ferida por mordida

Limpar a ferida com grande quantidade de soro (se não houver, usar água potável). C0brir a ferida aberta para mantê-la limpa. Aplicar pressão quando houver sangramento, mas não fazer torniquete. Por serem fontes de infecção, as feridas por mordidas necessitam de atendimento veterinário.

2 – fratura

Procurar por sangramento e se puder, contê-lo sem causar maiores ferimentos. Não tentar consertar a fratura colocando o osso de volta no lugar. Levar o animal ao veterinário segurando da melhor forma que puder.

3 – queimadura

Colocar sob água corrente fria. Aplicar bolsa de gelo (envolta em uma toalha) por 15 a 20 minutos.

4 – convulsão

Afastar o peludo de objetos que possam ser perigosos e protegê-lo com um cobertor ou toalha grossa para evitar que se machuque. Cronometrar o tempo da convulsão, que costuma levar de 2 a 3 minutos. (Depois procure o veterinário. Não é normal um animal ter convulsão e a causa precisa ser investigada. Não medique por conta própria, como já vi fazerem.)

5 – superaquecimento

Molhar o pet com bastante água fria ou envolvê-lo com uma toalha molhada com água fria.

Observação importante: não esqueça que animais feridos podem morder quem os tenta ajudar. Se você notar que isso pode acontecer, amordace o pet antes de socorrê-lo.

Espero que nunca precisem aplicar esses cuidados, mas estejam preparados.

Monalisa de Pijamas: Fotografando seu pet

No meu pet shop costumo fazer uma promoção em algumas datas comemorativas que agrada os clientes. Nas compras de um certo valor o pet ganha uma foto comemorativa. Agora na Copa a foto é inspirada na torcida brasileira.

Os cliente humanos gostam muito porque em geral não possuem boas fotos dos seus peludos. As fotos tiradas no pet shop acabam sendo as melhores. Já tive clientes que encomendaram várias cópias porque todos na família queriam uma!

Hoje uma cliente que levou o york para a seção fotográfica já chegou dizendo que seria difício fotografar o bichinho porque sempre que ela aponta a câmera ele abaixa a cabeça, não fica quieto, etc. Como já estou acostumada a clicar cães e gatos, num instante consegui uma boa imagem e deixei a cliente surpresa com o resultado.

Daí me veio a inspiração para o post de hoje: dicas para fotografar seu peludo (e gostar do resultado)!

As pessoas costumam achar que precisam de uma câmera profissional para fazer uma boa foto. Isso não é (totalmente) verdade. A diferença entre as câmeras profissionais e as compactas de boa qualidade (aquelas pequenas, com ou sem zoom) é basicamente a automação. As compactas fazem tudo sozinhas e nem sempre os ajustes automáticos são os que produzem as imagens mais interessantes. No entanto, muitas marcas de compactas além do modo automático, possuem programas inteligentes, como “retrato”, “grupo”, “paisagem”, etc. Então aí vai a primeira dica: fotografe seu pet em modo de “retrato” ou mesmo “macro” se fotografar bem de perto. Esqueça o automático.

A segunda dica é aproxime-se do seu pet para clicá-lo. Animais são sempre menores que a gente, por isso clicá-los de longe NUNCA produz um bom resultado. Você já deve ter feito muitas fotos (ruins) do seu pet ficando você de pé e clicando o pequenino sentadinho láááááá no chão. Para fazer uma foto legal, deite no chão ou coloque o peludo sobre uma mesa (com segurança, claro).

Uma foto só é interessante se a pessoa que olha identifica o tema logo de cara. Em geral as pessoas clicam os pets junto com o sofá, as almofadas, um monte de gente. O observador não tem a obrigação de “adivinhar” que no meio de tudo aquilo sua intenção era mostrar o Totó com a roupinha de inverno nova. Se quer mostrar o Totó, mostre apenas ele. Como fazer isso? (Mais uma vez) Fotografe de perto.

Você também facilita vida do observador limpando o cenário. Um sofá estampado em geral não será um cenário tão bom quanto um sofá de uma cor só. Um gramado bem verdinho, por exemplo, é um cenário excelente.

Outra coisa importantíssima é a expressão do peludo. Clicá-lo de surpresa enquanto morde um ossinho, por exemplo, pode resultar numa ótima foto. Se a intenção for clicar uma pose, atraia a atenção dele com um brinquedo que faça barulho. Peça para um ajudante direcionar a posição do bichinho segurando o brinquedo na direção em que você quer que ele olhe.

Finalmente, uma regra absoluta para fotografar animais: jamais, eu disse jamais, utilize o flash embutido da câmera compacta! Mesmo o flash externo da câmera profissional (aquele grandão, colocado sobre a câmera), se direcionado para o modelo, produz uma luz dura, artificial, feia. No caso do flash da câmera compacta, além disso tudo a iluminação ainda é insuficiente. Prefira a luz natural. Leve o peludo para a varanda ou para perto da janela. Vale lembrar que luz natural não é sol direto. Se não for possível usar luz natural, compre uma lâmpada de 100w ou mais, e com um abajur daquele tipo spot, ilumine a cena.

Tenho certeza que as próximas fotos que você tirar do seu querido serão muito melhores!

(publicado no blog Monalisa de Pijamas em 13/06/2010)

Boomer

Gente, já posso dizer que conheço um schnauzer mundialmente famoso!

O Boomer, um doce de schnauzer standard, saiu no site Draw the Dog http://drawthedog.net/2010/06/clean_cartoon_photo/

Demais! Parabéns, Boomer!

Leia antes de amar: cães


Foto: 12debarbara

Este post é a continuação do post publicado semana passada, em que contei que minha vizinha acolheu no sítio uma cadelinha abandonada. Ela nunca teve um cão, não tem experiência. Daí surgiu a idéia para este post: uma adaptação daqueles folhetinhos que acompanham os produtos eletro-eletrônicos “Leia antes de usar”.

Então agora você tem um cão dentro de casa. Pode ter comprado, ganho, adotado em um abrigo, recolhido na rua. Ele pode ser adulto ou filhote. Cada caso exigirá providências diferentes depois, mas no primeiro momento, elas são basicamente as mesmas.

A primeira coisa a fazer é adquirir o que no meu pet shop chamamos de kit básico do filhote: potes para comida e água, ração, tapete higiênico ou jornal, e uma caminha. Esse kit pode conter também um brinquedo.

Cuidado com a empolgação inicial. Muitos donos acabam gastando mais que o necessário nesse kit. A chance do filhote destruir os potes e a cama é grande, por isso nesse momento não compre produtos caros, com excessão da ração. Nessa você não deve economizar. As mais caras são as que têm mais qualidade.

Ainda sobre a ração é importante ressaltar que se você comprou um filhote em um canil, ele está acostumado a uma determinada marca de ração. Se não quiser continuar com essa, faça a mudança gradualmente. Muitos filhotes costumam ter diarréia se a ração é trocada repentinamente. Alguns cães de raça adultos também podem ter esse problema. Já os SRDs resgatados ou que viviam em abrigos estavam acostumados a comer qualquer coisa, por isso a chance de diarréia com troca de ração é muito pequena.

Desde o primeiro dia defina quais serão os locais do xixi e da comida/água. Vale lembrar que cães não fazem xixi perto da comida e da água, por isso escolha lugares diferentes e distantes um do outro. É aconselhável que os lugares escolhidos sejam definitivos. Mudar o lugar do “banheiro” dificulta a aprendizagem do filhote. Ao chegar em casa mostre os lugares para o cãozinho.

Quando chegar ofereça água fresca, mas não comida. Ele pode estar enjoado após andar de carro ou mesmo o estresse das novidades pode fazer com que vomite após a alimentação.

Nossa vontade ao chegar com o peludo em casa é dar uma de “Felícia”, agarrando e apertando o pobre rsrs Controle-se e controle as crianças. Escolha um cômodo que não tenha nenhum perigo em potencial e deixe-o explorá-lo. Ele vai cheirar tudo e cheirar e cheirar. Depois vai fazer xixi no meio do cômodo rsrs Limpe e não brigue com ele. Talvez no primeiro dia o filhote não queira brincar. Não há nada de errado nisso, mas se ele mostrar que está a fim, faça bom uso do brinquedinho incluido no kit e brinque à vontade.

Se o peludo for adulto, necessitará de um tempo maior para ficar à vontade, principalmente se vivia nas ruas e não está acostumado a ter pessoas por perto. Já vi um cão adulto adotado em uma ONG ser devolvido no dia seguinte por ter mordido uma das pessoas da casa que quis pegá-lo no colo. Se o dog não está acostumado com isso, não force nada por enquanto.

A primeira noite do filhote em casa às vezes é problemática. O bichinho está acostumado a dormir com a mãe e os irmãos, por isso pode estranhar e chorar se tiver que dormir sozinho. Esse problema pode ser minimizado se a caminha dele ficar ao lado da sua. Também pode ajudar nesse momento colocar na cama um pano com o cheiro da mãe. Cães gostam de tocas, então você também pode colocar a caminha dele dentro de uma caixa de transporte ou uma caixa de papelão. Cães adultos em geral se viram melhor na primeira noite, mas se forem largados para dormir sozinhos num quintal estranho também podem chorar.

Espero que este pequeno guia possa ajudar pais e mães de cachorro de primeira viagem. Se ficou alguma dúvida, perguntem nos comentários.

Na sequência, um guia sobre gatos. Aguardem!

Monalisa de Pijamas: Desafio canino

Sou do tempo em que a Ciência afirmava que cães eram animais irracionais, que não tinham capacidade de pensar, de desenvolver um raciocínio. Reagiam apenas movidos pelo instinto.

Meu “instinto” me dizia que aquilo não era verdade. Muitas vezes vi meus cães resolverem pequenos problemas no dia a dia e nos treinos de agility, vi aprenderem coisas pela observação de humanos e outros cães.

Há alguns anos a Revista National Geographic noticiou um estudo que afirma que os cães têm a mesma capacidade de raciocínio de uma criança de 2 anos. Nisso sim, eu acreditei!

Claro que para desenvolverem a capacidade de raciocínio os cães precisam de estímulos mentais, como qualquer criança. Essa semana vi num site um brinquedo ótimo para isso. É uma espécie de quebra-cabeça composto por uma caixa com vários compartimentos fechados por tampinhas que deslizam. Em cada compartimento escondemos um petisco e deixamos que o peludo descubra como abrir as tampinhas para chegar aos petiscos. Amei aquilo, mas só comprarei quando o “caixa” permitir. Sei que a turma aqui de casa vai adorar, principalmente o Galileu, que já conseguiu abrir uma caixa organizadora para pegar um brinquedo.

Enquanto não compro o quebra-cabeças, descobri um desafio mental para os peludos completamente gratuito.

Fomos almoçar na Lagoa (Rio de Janeiro) e ao lado do restaurante que escolhemos havia um labirinto de concreto para crianças, simples, com paredes baixas, mas altas o suficiente para impedir a visão dos meus pequenos peludos. Sair de um labirinto é solucionar um problema, é raciocinar, ou seja, estimula o cérebro.

Pedi ao meu marido para levar o Galileu para o centro do labirinto e fiquei em uma das saídas. Lá no meio ele soltou a guia e comecei a chamar. Galileu me ouvia e queria me alcançar, mas entre nós dois havia uma parede, ou seja, um problema a ser transposto. Em segundos ele venceu a barreira e encontrou o caminho. Repeti a brincadeira com Bruno e Geometria, e Galileu comprovou que realmente poodle é uma raça muito inteligente. Os dois schnauzers tiveram dificuldade. Ficaram empacados com a parede à frente e precisei ajudá-los a encontrarem a saída indo até a metade do labirinto e indicando o caminho com o movimento do meu corpo, coisa que costumamos fazer no agility.

Eles adoraram a brincadeira e eu adorei a oportunidade de estimulá-los mentalmente.

E você? Está estimulando o cérebro do seu peludo?

(publicado no blog Monalisa de Pijamas, em 30/05/2010)

Monalisa de Pijamas: Barulhos

Estamos aqui, eu e meu marido, assistindo a seleção brasileira jogar com a seleção da Costa do Marfim, acompanhados dos peludos.

Eles estão bastante tranquilos, apenas após os gols Galileu e Bruno esboçaram algumas reações. Geometria não deu a mínima. Poderia até desconfiar que a bichinha é surda, porque não tem problema nenhum com barulhos altos rsrs

Eles não ligam para as vuvuzelas e outras cornetas. Apenas os rojões os deixam meio apreensivos.

É normal um cão reagir a um som alto. Em primeiro lugar porque ouve muito melhor que humanos, então o som é muito mais alto pra ele. Em segundo lugar por desconhecer a origem do som e assim não saber se representa perigo ou não.

No entanto, muitos animais, cães e gatos, levam essa reação a extremos. Infelizmente humanos às vezes são os causadores desse problema.

Nossa reação “humana” ao ver um animal expressando receio e cautela em razão de um som alto, é acolhê-lo e tentar acalma-lo. O bichinho, no entanto, interpreta esse comportamento de outra forma, como um sinal de que aquele som é realmente perigoso, já que o humano o está protegendo.

Se você já fez isso com seu peludo e hoje em dia ele entra em pânico nessa época do ano com os fogos, não é tarde para mudar seu comportamento e melhorar a forma como o pet se sente. Se você tem um filhote e essa é a primeira Copa do Mundo dele, comece da forma certa.

Em primeiro lugar, controle sua vontade de pegá-lo no colo e dizer “coitadinho”.

Facilite as coisas para o bicho permanecendo junto a ele, para que se sinta seguro. Fique dentro de casa enquanto assiste o jogo. Praças, ruas, ou mesmo o quintal, são mais expostos aos barulhos.

Evite comemorar os gols de forma exagerada. Sua gritaria excessiva ou dos outros membros da família também podem assustar.

No entanto, não deixe de comemorar. Sua felicidade é que vai dizer ao peludo que aquela barulheira é uma coisa boa. Animais leem nossa energia e nossas expressões faciais. Sabem perfeitamente quando estamos tristes e alegres. Se seu cão puder perceber claramente que você está feliz, associará os fogos e cornetadas a uma coisa boa. Mas se antes do jogo começar você já estiver nervoso por saber que seu pet irá ficar com medo, estampar um sorriso no rosto no meio da partida não irá enganá-lo.

Bom jogo pra você e seu peludo!

Rachel Barbosa

(publicado no blog Monalisa de Pijamas, na coluna Animais, em 20/06/2010)

Leia antes de amar


Foto: Miss Bliss 55

Semana passada encontrei no corredor a vizinha dos fundos, que adora meus cães. Como de costume, perguntou por eles e logo emendou uma novidade: ela e o marido adotaram uma cachorrinha abandonada que apareceu no sítio.

Enquanto descíamos de elevador e caminhávamos até o portão do prédio ela contou que a bichinha surgiu por lá toda esfolada e se assustando com qualquer movimento brusco, de certo apanhou na rua ou onde morava. Agora já está curada física e psicologicamente. O marido está todo bobo, já comprou rações variadas para ver qual a Cacau (nome que a ex-cadela abandonada recebeu) gosta mais, ossinhos, brinquedos e até um edredon. No último final de semana, contou a vizinha, pela primeira vez na vida o marido deu banho em um cão, enquanto a ela registrava o momento em vídeo.

Quando ouvi falar em banho, tocou na cabeça o sininho da neura adquirida no pet shop depois de ver com ouvidos inflamados muitos dogs que tomam banho em casa. Achei melhor informar a vizinha que os ouvidos da peluda devem ser tapados com algodão para não entrar água. Ela agradeceu muito a dica e prometeu repassá-la ao marido. Aproveitando o embalo, perguntou se pode me procurar para tirar dúvidas. Claro que sim!

Nos despedimos já na rua e cada uma tomou uma direção. Enquanto caminhava para o ponto de ônibus fui pensando: animais não vêm com manual de instruções, é difícil para o “dono de primeira viagem” saber o que fazer. Daí surgiu a idéia para este post. Em seguida pensei: mas já existem livros que se propõem a servir de manual de instruções. Então resolvi escrever o relativo animal àqueles guias rápidos que acompanham muitos produtos: “Leia antes de usar”. Nesse caso, “Leia antes de amar”.

P.S.: Já que a idéia é escrever um guia rápido, não faz sentido um post enorme. Como o preâmbulo já ficou grande, resolvi colocar as dicas em outro post. Em breve!

Ganhamos um selinho!

Semana passada recebi uma ótima surpresa. Já tinha ouvido falar nos “selinhos” dados aos blogs, mas nunca tinha recebido um, até que apareceu aqui no blog um comentário da Flávia dizendo que havia um selinho pra mim no blog Nessie & Eu.

Fui lá ver do que se tratava e descobri que Nessie & Eu haviam ganho um selinho e, pelas regras da brincadeira, indicado nove outros blogs que amam. Um deles é o Cão Amado!

Juro que fiquei emocionada! As estatísticas me dizem que o blog tem boa visitação, bom Page Rank, mas os comentários são poucos. Sinto falta desse feedback e saber que alguém acompanha e GOSTA do blog foi muito bom. Esse tipo de coisa faz valer o trabalho! Obrigada, Flávia!

Bom, de acordo com as regras, preciso contar 9 coisas sobre mim. Contarei 9 coisas sobre o Cão Amado:

1) Amo todos os meus bichos, mas quem deu origem ao nome do blog foi o Galileu. Ele é o cão amado. Temos uma ligação muito especial.

2) Aprendi a ler e escrever aos 5 anos, desde então nunca mais parei.

3) Embora escreva sobre animais, tenho a advocacia como profissão.

4) Aprendi a usar o computador em 1996. Em 1997 comprei meu primeiro PC. Em 2003 criei meu primeiro blog, que não existe mais. Desde 2004 Galileu tem um fotolog, o Vida de Cão.

5) Já tive alguns peixinhos, dois pintinhos que viraram galos, um cágado, uma tartaruga, um porquinho da índia, 10 gatos, 1 coelho e 4 cães.

6) Galileu pode parecer perfeito: simpático, tranquilo, obediente, mas por baixo daqueles pelos existe um cão genioso rsrs

7) A primeira coisa que ensinei ao Galileu foi brincar de buscar e trazer a bolinha. Ele tinha 2 meses. Até hoje essa é a brincadeira preferida dele.

8) Fora os comandos básicos, Galileu sabe fazer 9 truques. Estou ensinando o décimo.

9) Galileu e eu praticamos agility desde quando ele tinha 5 meses de idade e já fomos Campeões Cariocas.

Ainda segundo as regras, devo indicar 9 blogs que também merecem o selinho. São eles:

1) Monalisa de Pijamas

2) Mãe de Cachorro Também é Mãe

3) Au Au Aurélio

4) Gatos em Foco

5) It’s a Dog’s Life

6) 3 x 4 Colorido

7) Marvall Shetlands

8) Diário de uma Beagle

9) Garota Sem Fio

Flávia, mais uma vez obrigada!

Neste inverno aqueça um bichinho

É, o frio chegou. Eu prefiro o calor, mas fazer o que, né?

A turma aqui de casa está toda dormindo na minha cama. Tem horas que todos aqueles peludos juntos geram tanto calor que chega a ficar quente!

Meus bichos têm uma cama quentinha pra dormir, mas nem todos os peludos têm essa mesma sorte.

Muitos animais que vivem em abrigos mal têm o que comer e, às vezes, não têm com que se aquecer. Pensando nessa triste realidade criamos há algum tempo a campanha Neste Inverno Aqueça um Bichinho.

É muito fácil participar. Separe roupinhas e camas velhas do seu cachorro, cobertores velhos da sua família, e doe ao abrigo mais próximo da sua casa. Se não tem esses itens em casa, compre alguma coisa para doar. Se não souber onde doar, escreva-nos dizendo em que localidade mora que ajudaremos a encontrar um local para você doar.

Você também pode ajudar divulgando o cartaz da campanha no seu blog, site, flickr, orkut, twitter.

Monalisa de Pijamas: Gatos

Sempre falo aqui sobre meus filhos caninos. Talvez vocês nem saibam que além deles, também tenho uma filha felina chamada Annita.

Em setembro ela completará 17 anos de idade e está comigo desde muito pequena. Na loja em que foi comprada disseram que tinha 2 meses, mas acredito que tivesse apenas 1 mês de vida.

Tem muita gente que fala que não gosta de gatos e eu não entendo porque. Quer dizer, até imagino quais sejam os motivos.

No Egito Antigo os felinos eram cultuados e até mumificados. Séculos mais tarde os coitadinhos foram associados às bruxas e às mulheres, e passaram a ser perseguidos pela Igreja e odiados pelas pessoas. Ainda que não tenham consciência disso, o pré-conceito histórico tem sido transmitido de geração a geração, desde aquela época.

Outro argumento comum entre os que não gostam dos gatos é que são traiçoeiros, que atacam sem aviso. Eu, que convivo com cães e gatos, posso afirmar com toda certeza que felinos são tão traiçoeiros quanto cães podem ser. O que leva a essa impressão é que cães são mais espalhafatosos que os discretos gatos, por isso é mais fácil perceber pelos sinais corporais quando um canino está ficando irritado. Mas basta um pouco de observação para aprender que um pequeno movimento das orelhas pode transmitir muitas mensagens.

A independência dos gatos também incomoda as pessoas, ainda que não de forma consciente. Os cães precisam dos humanos e demonstram isso todo o tempo. Os humanos se acham importantes ao lado dos cães. Já os gatos são mais independentes, o que não quer dizer que não precisem dos humanos, mas estes acabam se sentindo ignorados.

Aliás, a capacidade dos gatos de ignorarem as pessoas quando não estão a fim é algo impressionante! Na RioVet desse ano fui visitar a exposição de gatos de raça. Logo na entrada havia uma bichana linda, toda branquinha. Parei para admirá-la e naquele instante ela resolveu que era hora do banho. No meio do salão, barulhento e cheio de gente, a gatinha começou a se lamber meticulosamente como se não houvesse ninguém mais no mundo! Nós humanos, deveríamos desenvolver essa capacidade de concentração. Seríamos muito mais produtivos no trabalho.

Mas voltando a falar da Annita, ela agora é uma senhora e já não faz muito além de comer, dormir e tomar um solzinho. Por isso acabo escrevendo mais sobre os cães, que são novos e estão sempre aprontando. Annita já teve a fase dela também.

Quando me casei, o maridão dizia que não gostava de gatos, embora jamais tivesse convivido com um. Mas como Annita já estava comigo há 7 anos, ele não teve outra saída além de aceitá-la. Durante anos ele deu a impressão de que a ignorava, mas aí ela ficou doente e flagrei o maridão fazendo carinho e cochichando para a gata “você vai ficar boa”.

Se você é daqueles que diz que não gosta de gatos, mas nunca conviveu com um, dê uma chance. Você irá descobrir que ter um bichano em casa é como ter um pequeno pedaço de vida selvagem. A beleza de um gato caminhando ou brincando de caçar uma bolinha, não pode ser superada pelo mais lindo cão do mundo.

(publicado no blog Monalisa de Pijamas em 06/06/2010)