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A página Passeando com seu Pet foi atualizada! A leitora Ana Cristina indicou o Hotel Fazenda Pinus Parque, no RS.

Se você não conhece a página, dá uma olhada, clicando na guia lá no alto do blog. Passeando com seu Pet é onde você encontrará dicas de locais “pet friendly”, ou seja, lugares em que os filhos de quatro patas são bem vindos, acompanhando os pais humanos. Se tiver uma dica, entra na página Sobre e manda uma mensagem com os dados do local.

Monalisa de Pijamas: Calor e pelos

No último post da coluna Animais relembramos algumas dicas para ajudar os peludos a lidarem com o calor de verão que vem aí.

No post de hoje veremos mais algumas dicas.

Falamos sobre o melhor horário para sair com os cães na rua. Vimos que é importante oferecer água durante o passeio e tomar cuidado para o pet não queimar as pantufas no chão quente. Faltou falar que cães e gatos assim como os humanos, estão sujeitos a queimaduras pelo sol, câncer de pele e sensibilidade dos olhos à luz forte. Não sabia?!

Cães e gatos brancos e de cores claras, assim como as pessoas de pele muito clara, estão mais sujeitos aos efeitos nocivos do sol. Se você tem quintal onde bate sol, logo pela manhã passe filtro solar nos animais brancos. Se mora em apartamento, aplique filtro solar antes de sair para passear. Existe filtro solar para animais, mas se não encontrar para comprar, passe um filtro para humanos mesmo. Aplique sobre o focinho, na parte interna das orelhas e na barriga. Se seu animal for daqueles que não têm pelos (cão de crista chinês ou ou gato sphynx), aplique filtro solar sobre toda a pele.

Cães de olhos claros são mais sensíveis ao sol. Existem óculos de sol próprios para cães, mas desconheço empresa que fabrique no Brasil. Em pet shops que vendem artigos importados é possível comprar. Se não achar, evite levar seu cão de olho claro para passear quando o sol estiver muito forte.

Se durante o passeio seu cãozinho se mostrar indisposto para caminhar, pedir colo ou sentar e recusar a andar, não ache que é apenas frescura. Durante o verão nós, humanos, nos cansamos com mais facilidade e às vezes nos sentimos mal por causa do calor. O mesmo pode acontecer com os peludos, principalmente com os pequenos. A diferença é que eles não podem falar para nos avisar que não aguentam mais andar, por isso nos transmitem a mensagem de outras formas. Cabe a nós entendermos e respeitarmos os limites dos pets.

Finalmente vamos falar dos pelos. A época do ano em que os pet shops mais fazem tosas é o verão. Os donos acreditam que os bichos ficam incomodados com o pelo e mandam raspar bem rente à pele. Da mesma forma que o pelo serve para isolar a pele do frio, também isola do calor. Quando digo isso as pessoas não acreditam, aí falo que os beduínos do deserto só são capazes de aguentar as altas temperaturas graças às várias camadas de roupas que usam, mantendo o calor longe da pele. Depois disso as pessoas começam a achar que a tese do pelo tem lógica. Os cães aqui de casa comprovam que isso é verdadeiro. Galileu, meu poodle, só tosa com tesoura. Mesmo no verão, ele fica peludo. Bruno, o schnauzer, faz a tosa da raça, portanto fica com a maior parte do corpo bem raspada. Adivinhem qual dos dois fica procurando os ventiladores no verão? Bruno, claro. Portanto, se for tosar seu cão peludo para o verão, apenas diminua o comprimento dos pelos, não peça ao tosador para “raspar bem baixinho”.

(post publicado no blog Monalisa de Pijamas em 12/12/2010, na coluna Animais)

Viajando com seus bichos – update


Foto: Galileu e Bruno em Imbé

Vocês devem lembrar da série de posts em que falei sobre viajar com animais.

Preparei os posts enquanto estava organizando a viagem de férias, dessa vez para o Rio Grande do Sul. Em vários momentos cheguei a citar essa viagem. Por isso achei que seria interessante fazer essa atualização para contar os pontos positivos e negativos.

Passamos os primeiros dias em Porto Alegre, na casa de uns amigos queridos, que têm uma criação de schnauzers (estar numa casa cheia de barbudos foi o céu!). Depois passamos 4 dias em uma pousada em Gramado. Finalmente fomos para Imbé, para a casa de praia dos mesmos amigos, passar o Reveillon.

Nosso roteiro foi essencialmente urbano, portanto, como disse aqui, não muito favorável aos turistas de 4 patas. Eu tinha a sensação que as cidades turísticas eram mais flexíveis com os cães, mas em Gramado, que é uma cidade totalmente turística, não foi assim. Não fizemos pacote, eu mesma planejei tudo.

Como disse aqui, deu trabalho encontrar uma pousada em Gramado que aceitasse os animais, mas não foi impossível. Enviei muitos e-mails e no final tinha umas 4 para escolher. Optei pelo Sítio Quero Quero, não muito longe do Centro. Havia vários cães de pequeno porte hospedados, embora o local também aceite os grandes. Recomendo. Instalações ótimas, funcionários super simpáticos e prestativos, café da manhã show de bola, sem cobrança de taxa pelos pets.

Em Porto Alegre existem muitos parques. Acabamos não levando os cães conosco nesses passeios, mas eles poderiam ter ido sem problemas. Em Gramado eles não puderam entrar em atrações ao ar livre, como o Mini Mundo e a Aldeia do Papai Noel. Não fomos aos parques de Canela, portanto não sei se lá haveria alguma restrição. Quando saímos sem eles, em Porto Alegre os deixamos no canil; em Gramado, ficaram na pousada dentro das caixas de transporte para evitar que latissem muito (eles ficam bem mais calmos dentro das caixas).

Como disse aqui, viajamos pela Tam. Antes da viagem tive receio que fosse ter problemas. Quando informei que levaria os peludos, me disseram que até 24 horas antes do embarque receberia a confirmação. Telefonei uns dias antes e me disseram que Galileu e Annita estavam confirmados, Bruno ainda não. Telefonei 24 horas antes, e ainda não havia confirmação. 12 horas antes também não. Aí desisti de ligar e fui com os 3 para o aeroporto, preparada para armar um barraco se quisessem impedir o embarque do Bruno. Não houve qualquer problema. Um funcionário nos colocou numa fila preferencial para fazer o check in, que foi meio demorado, mas tranquilo. Annita viajou conosco na cabine, Galileu e Bruno no bagageiro. Eles foram as últimas “bagagens” a serem embarcadas, tanto no Rio quanto em Porto Alegre. Ficaram no ar condicionado do terminal até o último momento. No desembarque, foram as primeiras “bagagens” a serem retiradas e me foram entregues por um funcionário antes mesmo que as malas começassem a chegar. Recomendo a Tam para viajar com animais.

Falei que estava com receio de embarcar os cães no bagageiro de uma aeronave, mas eles definitivamente não sofreram. Talvez tenham sentido um pouco de frio na viagem de volta depois que anoiteceu, pois mesmo dentro da cabine, senti que a fuselagem do avião ficou bastante fria. Ao desembarcarem eles estavam calmos, passando bem, perfeitamente normais. Annita, que não viajou em jejum, vomitou um pouco dentro da caixa de transporte.

Foram bons momentos em família, que espero poder repetir no final desse ano.

(post originalmente publicado no blog Dizer o que?, em 07/02/2010)

Viajando com seus bichos – parte final

Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Eu te mostrei que não.

Depois dessa série de posts, espero ter te mostrado que nas próximas férias, seu peludo não precisa ficar no hotelzinho, você pode levá-lo com você!

Galileu e Bruno já tiveram muitas aventuras nas férias: foram à praia, passearam de barco, visitaram museu, galeria de arte e monumentos históricos, viram de perto cavalos, galinhas, patos e bois, fizeram trilha pelo mato, colocaram tererê na feirinha de artesanato, enfim tiveram experiências que não teriam no dia-a-dia.

Em dezembro vão incluir no currículo uma viagem de avião, uma visita à família canina do Bruno, e passeios pela Serra Gaúcha.

Mas se pudessem falar, diriam que a melhor coisa foi ficarem ao lado da família. Para o seu peludo, esse será sempre o melhor lugar do mundo!

P.S. 1: Todas as fotos que ilustraram essa série de posts foram tiradas durante viagens de férias.

P.S. 2: Se deixei de falar sobre alguma coisa, se ficou alguma dúvida, deixe um comentário ou entre em contato pelo formulário no blog.

(post originalmente publicado no blog Dizer o que?, em 17/12/2009)

Viajando com seus bichos – parte 14

Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Você e seu pet já sabem tudo que precisam para viajar pelo Brasil. Mas e se você estiver a fim de ultrapassar as fronteiras nacionais e viajar para o exterior?

Não é muito diferente, só um pouco mais burocrático.

Em primeiro lugar é preciso providenciar a GTA (Guia de Transporte Animal), emitida por veterinário credenciado.

Em segundo lugar é preciso pesquisar as exigências feitas pelo país de destino. Existem países, por exemplo, que não permitem a entrada de cães com cauda ou orelhas cortados. A vacina anti-rábica e o atestado de saúde são exigências comuns a todos, mas dependendo do país, outras vacinas podem ser necessárias.

É bom lembrar que o atestado de saúde é válido por um período determinado (para viagens nacionais, 10 dias de validade). Por isso, dependendo do tempo de permanência no destino, pode ser necessário obter outro atestado no lugar em que você e seu pet estiverem.

Informe-se não apenas sobre o que é necessário para ir, como também o que é necessário para voltar. Vi na TV há alguns meses o caso de uma brasileira que residia nos Estados Unidos e quando resolveu voltar para o Brasil trouxe o papagaio africano que tinha comprado lá. Ela foi à Embaixada e providenciou a documentação que informaram ser necessária. Quando desembarcou no Rio o animal ficou retido no aeroporto sob a alegação de que deveria passar por uma quarentena por ser silvestre. A mulher estava desesperada e foi na televisão pedir ajuda, porque o bicho estava no aeroporto e os caras do IBAMA não permitiam que ela o alimentasse. Absurdos que acontecem no Brasil.

O próximo será o último post da série. Aguardem!

(post originalmente publicado no blog Dizer o que?, em 13/12/2009)

Viajando com seus bichos – parte 13

Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Só mais um tópico para encerrar a questão das viagens de avião: a caixa de transporte.

As companhias aéreas fazem exigências em relação a ela. Em primeiro lugar, deve ser feita de plástico resistente. Essa informação consta nos sites das empresas. No entanto, já vi num blog por aí a foto de uma senhora que viajou de avião com um pequeno yorkshire num transporte de tecido (muito chique, por sinal). Talvez as cias. sejam flexíveis com relação ao material se o animal for pequeno. Na dúvida, plástico.

Como já disse antes, a caixa deve permitir que o pet fique de pé e que dê uma volta completa em torno de si mesmo.

Em geral essas caixas são desmontáveis, mas na hora do embarque devem estar completamente montadas, com todas as presilhas e com porta de grade.

Falando em porta, algumas empresas só aceitam caixas de certos fabricantes. Não encontrei nenhuma justificativa para isso, mas acredito que o problema sejam justamente as portas. As caixas Vari Kennel, fabricadas pela Petmate, são homologadas por todas as companhias aéreas. Elas diferem das outras principalmente pelas portas e pelas travas que as fecham. Comprei caixas dessa marca para a viagem, mas tenho uma nacional da marca Clonadi, cuja porta é feita de um metal fino, com uma pequena trava horizontal. Uma semana antes da Vari Kennel chegar, Bruno descobriu como abrir a porta da Clonadi. Não, ele não é um gênio, muitos cães descobrem isso porque a porta é fraca e a trava não garante o fechamento.

Outra coisa importante é o sistema de fechamento da caixa. Como todas de plástico são desmontáveis, algumas são fechadas com parafusos, outras com presilhas plásticas. Tenho uma Gulliver que utiliza esse sistema. Ela está nova e bem firme, mas acredito que depois de um tempo de uso, o desgaste natural do material torne a presilha sujeita a abertura acidental. O mesmo não contece com parafusos.

Já imaginou a dor de cabeça para os funcionários se o cão abre a porta e começa a correr solto pelo porão da aeronave? Já imaginou se a caixa abre e o seu pet querido foge?! Por isso, não economize na compra do transporte!

Finalmente, não coloque nenhum objeto dentro da caixa, junto com o peludo. Ele poderá se machucar.

No próximo post, viagens internacionais!

(post originalmente publicado no blog Dizer o que?, em 11/12/2009)

Viajando com seus bichos – parte 12

Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

No post anterior contei que escolhi a Tam para levar meus filhotes para o Rio Grande do Sul nas próximas férias.

Confesso que estou com um certo receio de embarcar Galileu e Bruno no porão de um avião. Bruno veio do canil de avião, mas era muito pequeno, com certeza não lembra mais. Galileu nunca viajou assim. Que eles ficarão assustados é certo, só espero que sejam bem cuidados.

Quando estava fazendo pesquisas na Internet para a viagem, li um tópico no Orkut sobre um bulldog que morreu ao ser transportado num avião. Infelizmente, os donos não informaram a causa da morte. Prefiro acreditar que o transporte foi feito adequadamente e que o cão faleceu por algum problema de saúde, ou mesmo por ser braquicéfalo e por isso não ter suportado as condições normais da viagem. Ao ler isso, comecei a procurar outros relatos semelhantes, mas não encontrei. Por isso acredito que tenha sido um fato extraordinário e espero que meus cães cheguem bem em Porto Alegre.

Minha maior preocupação era com Annita, em razão da idade avançada. Antes de comprar as passagens levei-a ao veterinário e perguntei se poderia fazer a viagem. Considerando que ela vai na cabine comigo e que, apesar dos 16 anos, a saúde dela é boa, ele liberou. Se você tem um animal idoso ou com alguma condição especial de saúde, faça o mesmo. Se o vet não liberar, não viaje. É melhor não arriscar a vida do seu peludo amado.

No mais, valem os conselhos anteriores. Alimentação leve e água antes da viagem. Ao desembarcar, logo ofereça água e permita que o cãozinho saia da caixa de transporte para fazer xixi.

Conselhos para o dono: controle sua ansiedade para não deixar o peludo nervoso rsrs

Até o próximo post.

(post originalmente publicado no blog Dizer o que?, em 07/12/2009)

Viajando com seus bichos – parte 11

Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Já contei da minha pesquisa na Internet sobre companhias aéreas que transportam animais. Agora vou dizer qual escolhi.

Acabei optando pela Tam. Embora não fosse a passagem mais barata (para humanos), era a mais flexível nesse assunto. O limite para transporte na cabine é de 10kg (animal + caixa de transporte). Entre 10 e 40kg o pet será transportado no bagageiro. Acima desse peso, somente como carga. Na época li em algum lugar do site que o limite era de dois animais por vôo, mas me permitiram fazer a reserva para os três.

Annita viajará na cabine, mas só se estiver numa caixa com no máximo 25cm de altura, para caber sob o banco, onde deverá ficar durante todo o vôo. Galileu e Bruno irão no porão, cada um em um transporte.

Por cada animal será cobrado R$ 90,00. Além disso, é fixada uma taxa de 0,5% da tarifa do trecho a ser voado, multiplicado pelo peso total (pet + caixa). No meu caso não sairá barato, pois vou transportar três.

Algumas exigências são comuns a todas as companhias. A caixa de transporte deve ter tamanho suficiente para que o animal fique em pé e possa dar uma volta completa em torno de si mesmo. É necessária a apresentação de atestado de saúde e de vacinação anti-rábica aplicada há mais de 30 dias e há menos de 12 meses.

A Tam informa no site que o embarque do pet deverá ser solicitado através da Central de Atendimento até 48 horas antes do vôo. Preferi não correr nenhum risco e fiz a solicitação mais de 30 dias antes. A atendente disse que até 24 horas antes do vôo a cia. entrará em contato comigo para confirmar o embarque dos peludos. Caso aconteça algum problema, a atendente afirmou que poderei transportá-los como carga na mesma aeronave em que eu estiver.

Precisarei me apresentar no aeroporto com 1:30 horas de antecedência, para fazer o check in da bicharada e pagar as taxas.

Já estou até ouvindo a gritaria do Bruno quando levarem a caixa. Meu schnauzer é muito apegado a mim e também é muito escandaloso. Essas características juntas resultam numa gritaria absurda toda vez que me afasto dele kkkkkk

Mais sobre viagem de avião? No próximo post!

(post originalmente publicado no blog Dizer o que?, em 0412/2009)

Monalisa de Pijamas: Que calor!


Foto: José Oliveira

Moro no Rio de Janeiro. Acredito que seja uma das cidades mais quentes do país, ao menos durante parte do ano.

Hoje pela manhã fui à padaria e fiquei muito aliviada por ter levado óculos escuros. Mesmo caminhando contra o sol, ele estava forte o bastante para incomodar os olhos, se não tivesse levado os óculos. Na metade do caminho eu já estava com muito calor e suando bastante.

Tudo isso me lembrou que antes mesmo do Verão chegar, precisamos tomar certos cuidados com nossos peludos.

Provavelmente você já ouviu todas essas dicas, mas nunca é demais relembrar.

Nos dias quentes, evite sair com o cachorro para caminhar entre 10 e 16 horas. Só leve o peludo na rua nesse horário se for totalmente inevitável. Se isso acontecer, não o deixe andar no sol. Busque as sombras.

Mesmo fora do horário crítico, evite caminhar no sol e procure calçar sapatinhos no pet para evitar que queime as pantufas no chão quente. Sempre que preciso expor meus cães a um piso quente, testo a temperatura com meu próprio pé. Se estiver quente demais pra mim, também estará quente demais para eles. Cães filhotes têm a pele das pantufas mais fina, por isso resistem menos a um piso quente. Lembre disso e tenha mais cuidado com o filhote.

Sempre que sair para passear, leve água fresca para oferecer ao peludo (você também vai precisar!). Existem vasilhas para água dobráveis e ainda garrafinhas que já vêm com uma vasilha para servir a água. Pergunte no pet shop. Água-de-coco também é uma excelente opção. A turma aqui de casa AMA!

Se durante um passeio você notar que o cãozinho está arfando demais e/ou está meio letárgico, ele pode estar com o corpo hiper-aquecido. Isso é muito perigoso e pode levar à morte! Se suspeitar que o peludo está com hipertermia, molhe-o com água fresca principalmente na barriga, onde tem menos pelo e você alcançará a pele com mais facilidade. Se não der para molhar, uma alternativa simples é encostar na barriga uma garrafinha de água mineral gelada. Fique segurando a garrafinha encostada na pele até a respiração voltar ao normal.

Em casa deixe sempre água fresca à disposição, tanto para cães, quanto para gatos. Você também pode oferecer água-de-coco em casa, mas essa não pode ser deixada na tigela por muito tempo pois irá se deteriorar fora da geladeira. Outra alternativa para ajudar os peludos a lidarem com o calorão é servir água gelada ou colocar pedras de gelo na água. Bruno, meu schnauzer, é maluco por água gelada.

Quando sair de casa, lembre que os pets ficarão no calor, então deixe o ventilador ligado para eles.

Algumas raças têm mais dificuldade de lidar com o calor, como aquelas originárias de países muito frios (husky siberiano, são bernardo, etc) e os braquicéfalos, ou seja, animais de focinho curto (buldogue inglês, gato persa, etc). Quem tem animais assim deve tomar cuidado redobrado na época do calor e, se necessário, providenciar condições especiais em casa, como ar condicionado.

Mais dicas no próximo post!

(post publicado no blog Monalisa de Pijamas em 28/11/2010)

Viajando com seus bichos – parte 10

Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Então você escolheu um destino em que não dá pra chegar de carro e vai viajar de avião.

É o que farei esse ano. Até pensei em ir de carro para o Rio Grande do Sul para que os animais não tivessem que viajar de avião, mas quando o Google me informou que seriam mais de 21 horas de estrada, desisti.

Usando a Internet, fiz uma pesquisa nas principais companhias aéreas brasileiras e descobri algumas informações importantes.

A Gol limita a dois animais por vôo, exceto se forem filhotes da mesma ninhada. Os animais são transportados como carga, através da GolLog. O site não informa se poderão viajar na cabine, apenas diz que maiores informações devem ser obtidas por telefone, junto à GolLog (meio antiquado isso na era digital, não?). Não cheguei a consultar, mas acredito que a tarifa para transporte como carga seja menor do que a das outras empresas que não transportam dessa forma.

A Azul anuncia com destaque no site que animal viaja na cabine com o dono, mas limita o peso total (animal + caixa de transporte) a 5kg e fixa as dimensões máximas do transporte. Na mesma página está escrito que o pet não viaja no porão. Logo, conclui-se que a Cia. só transporta animais de pequeno porte (pequeno meeeeesmo). O número máximo de animais por vôo é três.

A Ocean Air segue o mesmo padrão da Azul, limitando a 5kg (bicho + caixa de tranporte), e diz expressamente no site que não leva animais que não possam viajar na cabine. A diferença é que apenas um peludo será aceito por vôo.

Quer saber qual empresa escolhi? Aguarde o próximo post.

(post originalmente publicado no blog Dizer o que?, em 03/12/2009)